
Após o lançamento de uma ampla ofensiva aérea contra o Irã por Estados Unidos e Israel, a tensão no Oriente Médio aumentou e elevou o risco de um conflito regional de grandes proporções. A operação resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, além de outras autoridades. A expectativa é de possível escalada militar nos próximos dias, com reflexos imediatos no cenário geopolítico e econômico internacional.
Nos mercados globais, o impacto inicial foi sentido no petróleo. O contrato futuro do Brent mais negociado subiu cerca de 10% e voltou ao patamar de US$ 80 por barril. Analistas também projetam aumento da volatilidade nas negociações de moedas e ativos financeiros, especialmente nas primeiras operações desta semana, com tendência de busca por ativos considerados mais seguros.
A commodity tornou-se o principal foco da crise, com a suspensão de embarques de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz após alertas emitidos por Teerã. A hidrovia é responsável por mais de 20% do petróleo transportado no mundo, e uma interrupção prolongada pode gerar choque de oferta semelhante ao observado nos anos 1970, ampliando a pressão sobre preços e inflação global de energia.
Diante do cenário, o grupo Opep+ anunciou aumento de 206 mil barris por dia na produção a partir de abril, em uma tentativa de reduzir possíveis impactos sobre o abastecimento. Ainda assim, especialistas avaliam que, caso haja perturbação sustentada no fluxo pelo estreito, o preço do Brent pode avançar rapidamente para a faixa de US$ 80 a US$ 90, com possibilidade de superar US$ 100.
No mercado financeiro, a expectativa é de abertura negativa nas bolsas, com investidores priorizando ativos de menor risco. Futuros de índices em Estados Unidos e na Europa indicam recuo, enquanto setores ligados à defesa tendem a se beneficiar do aumento das tensões. Também há previsão de alta do índice de volatilidade, o VIX, refletindo o aumento da aversão ao risco no curto prazo.
Com informações do InfoMoney




