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Brasil cria mais de 767 mil empregos formais nos cinco primeiros meses de 2026

Dados do Caged apontam saldo positivo em todos os estados no acumulado do ano e geração de 72,2 mil vagas em maio.

Há 1 dia — Por Repórter Tamandaré

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Foto: Fernando Frazão

O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil criou 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (30), em Brasília, pelo ministro Rogério Marinho. Segundo o levantamento, todas as unidades da Federação registraram saldo positivo de empregos no acumulado do período.

Somente em maio, o saldo foi de 72.260 vagas formais, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 45.655 novas vagas, seguido pela Construção (12.096), Agropecuária (10.205), Indústria (4.974) e Comércio (40). O salário médio real de admissão foi de R$ 2.384,10, valor 0,75% inferior ao registrado em abril, mas 1,5% acima do observado em maio de 2025.

Entre os segmentos com maior expansão estão Saúde Humana e Serviços Sociais, Atividades Administrativas, Transporte, Armazenagem e Correio, além das culturas de café, laranja e cana-de-açúcar na agropecuária. Na construção civil, o destaque ficou para as obras de infraestrutura, enquanto a indústria registrou crescimento principalmente na fabricação de veículos automotores, derivados de petróleo e produtos alimentícios.

Na distribuição por estados, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro apresentaram os maiores saldos positivos em maio. Já Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Santa Catarina e Alagoas registraram resultado negativo no mês, cenário atribuído pelo ministério principalmente à sazonalidade das atividades agropecuárias e, no caso gaúcho, também aos impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre setores exportadores.

O ministro Rogério Marinho destacou ainda que beneficiários do Bolsa Família continuaram sendo contratados com carteira assinada, afirmando que os dados não confirmam a tese de que o programa desestimula a formalização do emprego.


Com informações da Agência Brasil

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