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Chuvas históricas deixam mortos e levam Juiz de Fora a decretar calamidade

Volume acumulado em fevereiro supera o dobro da média e provoca alagamentos, deslizamentos e suspensão de serviços

Há 3 horas — Por Robson Júnior

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Foto: Redes sociais

A Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública após temporais registrados na segunda-feira deixarem 14 mortos e diversos bairros afetados. Segundo a prefeita Margarida Salomão, o município acumulou 584 milímetros de chuva em fevereiro, tornando o mês o mais chuvoso da história local, com volume superior ao dobro da média prevista.


De acordo com a administração municipal, os temporais provocaram ao menos 20 ocorrências de soterramento, principalmente na região sudeste da cidade. Equipes de resgate atuam nas áreas atingidas com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, em operações voltadas à busca por vítimas e ao atendimento de emergências. Há registros de bairros isolados e de danos em diversas áreas urbanas.


O transbordamento do Rio Paraibuna agravou a situação e levou ao acionamento dos bombeiros para ocorrências de inundações, deslizamentos e risco estrutural em encostas e imóveis próximos ao leito. Em poucas horas, foram contabilizadas mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e residências atingidas.


Como medida preventiva, a prefeitura suspendeu as aulas nas creches e escolas municipais e determinou regime de teletrabalho para os servidores. A orientação à população é evitar sair de casa e não realizar deslocamentos desnecessários enquanto persistirem os riscos provocados pelas chuvas.


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