
O Brasil voltou a ocupar posição de destaque no cenário internacional do audiovisual durante a 13ª edição do Prêmio Platino, realizada em Cancún, no México. Considerada a principal premiação do cinema ibero-americano, a cerimônia consagrou produções brasileiras em categorias de grande relevância, reafirmando a presença nacional entre os principais mercados culturais da América Latina, Portugal e Espanha.
O grande vencedor brasileiro da noite foi “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que conquistou quatro importantes troféus, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Ator para Wagner Moura, que se tornou o primeiro brasileiro a vencer na categoria masculina. A produção, ambientada na década de 1970, retrata a trajetória de um professor universitário perseguido pela ditadura militar e incorpora elementos marcantes da cultura pernambucana, fortalecendo a identidade regional no cinema internacional.
Além das categorias principais, o longa também acumulou vitórias técnicas, alcançando oito estatuetas no total. Durante a cerimônia, Kleber Mendonça destacou a importância do cinema como ferramenta de verdade, memória e resistência diante de cenários de desinformação. Wagner Moura, ausente por compromissos profissionais, teve mensagem de agradecimento lida pelo diretor, ressaltando a valorização da cinematografia brasileira no universo ibero-americano.
Outro importante reconhecimento veio com “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, vencedor na categoria de Melhor Documentário. A produção aborda acontecimentos políticos recentes do Brasil e amplia o alcance internacional das narrativas documentais brasileiras. Já na televisão, “Beleza Fatal” venceu como Melhor Série de Longa Duração, reforçando a tradição da dramaturgia nacional e o peso cultural das produções brasileiras no mercado latino-americano.



