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Deputados pedem prisão preventiva de Lulinha e CPMI aprova quebra de sigilo

Representação foi encaminhada ao MPF no contexto de investigação sobre descontos indevidos em benefícios do INSS

Há 3 horas — Por Robson Júnior

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Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Um grupo de 47 deputados federais protocolou nesta quinta-feira (26) uma representação criminal no Ministério Público Federal solicitando a prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa foi liderada pela deputada Rosangela Moro (União Brasil-SP).


No documento encaminhado à Procuradoria-Geral da República, os parlamentares pedem ainda a inclusão do nome do empresário na difusão vermelha da Interpol e a adoção de medidas para eventual extradição junto à Espanha. Segundo os autores do pedido, ele estaria em Madri desde 2025, o que, na avaliação do grupo, representaria risco de evasão.


A solicitação ocorre no âmbito das investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, apurado na Operação Sem Desconto. De acordo com investigadores, mensagens atribuídas a um operador do esquema mencionariam o repasse de valores que teriam como destinatário o empresário. Até o momento, ele não é alvo formal da investigação, mas aparece citado como possível beneficiário, segundo a representação.


Também nesta quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. O requerimento foi apresentado pelo relator, Alfredo Gaspar, permitindo o acesso a movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos para análise no âmbito das apurações.


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