
O assassinato do ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi planejado em um bar localizado em Mongaguá, no litoral paulista, segundo informou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com as investigações, o ex-delegado vinha sendo monitorado de forma mais intensa por integrantes do Primeiro Comando da Capital pelo menos três meses antes de ser executado.
A delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP, afirmou que o monitoramento teria se intensificado a partir de junho. Nesta terça-feira, dia 13, ao menos três suspeitos apontados como envolvidos no planejamento do crime foram presos. Um deles foi localizado justamente no estabelecimento onde, segundo a polícia, a execução teria sido articulada.
Entre os detidos estão Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, apontado como um dos líderes do PCC, além de Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho. Segundo a Polícia Civil, os três teriam atuado no apoio logístico, estratégico e operacional do crime. As investigações ainda buscam localizar outros dois alvos e esclarecer completamente a motivação do homicídio.
A principal linha de investigação indica que o assassinato foi uma retaliação a investigações conduzidas por Ruy Ferraz Fontes ao longo de mais de duas décadas, período em que se tornou um dos principais alvos da cúpula da facção criminosa. O ex-delegado foi morto a tiros em setembro, em Praia Grande, após ser perseguido por criminosos ao deixar o trabalho. Ele comandou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022 e, em 2006, foi responsável por indiciar toda a cúpula do PCC.



