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Douglas Ruas ultrapassa 50% dos votos após retotalização no Rio de Janeiro

Candidato do PL alcançou 50,88% dos votos válidos; anúncio oficial depende do prazo para recursos e da análise de eventuais contestações

Há 2 horas — Por Robson Júnior

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Foto: Divulgação

Douglas Ruas (PL) alcançou 50,88% dos votos válidos para o governo do Rio de Janeiro após a retotalização realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) neste sábado (10). Com o novo cálculo, o candidato ultrapassou o percentual necessário para vencer a disputa no primeiro turno. Segundo o presidente do tribunal, desembargador Cláudio Mello Tavares, Ruas foi o mais votado após a atualização dos números.

Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo lugar, com 44,16% dos votos válidos. A mudança ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar nulos os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que representavam 3,71% da votação original. Com a exclusão desses votos da base de cálculo, os percentuais dos demais candidatos foram recalculados, sem alteração dos votos depositados nas urnas.

Apesar do resultado da retotalização, a proclamação definitiva do governador eleito ainda depende das etapas previstas pela Justiça Eleitoral. Conforme informado pelo presidente do TRE-RJ, haverá prazo para divulgação do resultado e apresentação de eventuais recursos, seguido da análise de possíveis contestações pelo plenário da Corte. A sessão para anunciar oficialmente Douglas Ruas como governador foi prevista para 15 de outubro, às 15h, caso as etapas recursais sejam concluídas.

A retotalização ocorreu porque Garotinho disputou a eleição com a situação eleitoral sub judice, após ter sido considerado inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa. Depois de decisões divergentes sobre a validade dos votos, o TSE julgou o caso em 8 de outubro e determinou a anulação da votação recebida pelo candidato. Eduardo Paes, por sua vez, declarou que desistiu da disputa e afirmou que a decisão judicial deve ser respeitada, embora tenha defendido que a eleição fosse definida em segundo turno.


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