
A possibilidade de federação entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido Socialismo e Liberdade para as eleições de outubro provocou divergências dentro da direção nacional do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tema ganhou repercussão após uma mensagem enviada pela chefe de gabinete da presidência do PT, Lígia Toneto, em um grupo de WhatsApp da cúpula partidária.
Na mensagem, Lígia destacou a importância de apoiar o movimento defendido por integrantes do PSOL em favor da criação de uma federação de esquerda. Após a publicação, dirigentes relataram que foram enviadas diversas mensagens contrárias à proposta. Um dos argumentos apresentados foi de que o tema ainda não havia sido debatido nas instâncias internas do partido.
Entre as críticas, o secretário nacional de Meio Ambiente do PT, Saulo Dias, afirmou que apresentar iniciativas externas como um caminho já definido não contribui para o método coletivo de decisões do partido. A dirigente Natália de Sena Alves também questionou a ausência de debate interno e declarou ser contrária à proposta, defendendo que o tema seja submetido à votação.
Em meio às discussões, o presidente do PT, Edinho Silva, publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que o assunto tem gerado polêmica dentro da legenda. Segundo ele, o debate é legítimo, mas o clima de confrontos e agressividade nas discussões é desnecessário. Edinho também argumentou que partidos conservadores têm ampliado alianças no Congresso, o que exigiria articulação das legendas de esquerda.



