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Especialistas alertam para importância da fiscalização e da regularização no turismo de aventura

Caso ocorrido durante prática de rope jump reacende debate sobre segurança, fiscalização e responsabilidade das empresas que oferecem atividades de aventura no Brasil.

Há 3 horas — Por Repórter Tamandaré

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Foto: Redes sociais

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante a prática de rope jump em uma ponte desativada no município de Limeira, em São Paulo, reacendeu o debate sobre a segurança das atividades de turismo de aventura no país. O caso também trouxe à tona questionamentos sobre a fiscalização do setor e os cuidados que consumidores devem adotar antes de contratar esse tipo de serviço.

No Brasil, empresas que atuam no segmento devem estar cadastradas no Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo destinado aos prestadores de serviços turísticos. O cadastro é obrigatório para empresas de turismo de aventura e permite que consumidores consultem a regularidade do empreendimento por meio do CNPJ e dos dados da empresa. Além disso, desde 2010, o Decreto nº 7.381 exige que as operadoras mantenham um sistema de gestão de segurança baseado em normas técnicas reconhecidas.

Especialistas do setor destacam que empresas sérias costumam seguir a norma NBR ISO 21101, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece procedimentos relacionados à segurança, treinamento de equipes, manutenção de equipamentos e planos de emergência. A ausência dessas informações ou a incapacidade da empresa de comprovar a adoção das normas pode ser um sinal de alerta para os consumidores.

Representantes do setor também apontam que a informalidade ainda é um dos principais desafios do turismo de aventura no Brasil. A atuação de empresas sem cadastro, sem emissão de nota fiscal e sem contratos formais pode aumentar os riscos para os participantes. Especialistas defendem uma atuação mais integrada entre governos, municípios, entidades do setor e prestadores de serviço para fortalecer a fiscalização, combater a informalidade e ampliar a segurança das atividades oferecidas ao público.


Com informações da Agência Brasil

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