Em mais um capítulo da crise sem precedentes que dragou integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, se reunirá com os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli — justamente os que compõem o pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — na manhã desta segunda-feira (28/9). Em pauta, a crise no STF que agora transborda para o TSE.
De um lado, o ministro André Mendonça deixará claro o tamanho do incômodo com o colega Flávio Dino, que, neste domingo (27), cassou sua decisão mandando remover postagens na internet sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro.
De outro, ouvirá do presidente Edson Fachin a preocupação com a escalada da contenda entre os ministros. O presidente do STF teme que o conflito possa se tornar insustentável às vésperas das eleições, já que três dos magistrados envolvidos na crise também são juízes do TSE (Kassio, Mendonça e Toffoli).
O caso de Nossa Senhora Aparecida ilustra bem a temperatura a que chegou a briga entre os ministros. A decisão de Mendonça vigorou por horas, até Flávio Dino derrubar o entendimento do colega.
Diante do impasse, Fachin foi alertado por interlocutores próximos sobre o risco de uma iminente falta de governança no TSE às vésperas da eleição e de que, diante do quadro, André e Kassio não teriam mais condições de dirigir a Corte Eleitoral neste momento.
Se o conflito escalar e repercutir em eventual afastamento dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes, seus substitutos seriam Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Dino, nessa ordem. A sete dias das Eleições de 2026, a semana promete ser explosiva
COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES




