
O Instituto Nacional do Seguro Social receberá R$ 148 milhões das instituições financeiras como compensação pelos custos operacionais relacionados aos empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas. A informação foi confirmada pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Jr., em entrevista à GloboNews.
Segundo o dirigente, a partir de agora os bancos terão a obrigação de ressarcir o INSS pelo serviço prestado na operacionalização do crédito com desconto em folha. A negociação com a Federação Brasileira de Bancos e a Associação Brasileira de Bancos vinha sendo conduzida desde maio de 2025 e foi concluída com o acordo para o reembolso dos valores.
Gilberto Waller Jr. afirmou que o instituto arca com despesas relacionadas a servidores, sistemas e atendimento aos segurados, incluindo a ouvidoria que recebe reclamações sobre operações irregulares. Até 2022, esses custos eram suportados exclusivamente pelo Tesouro Nacional, apesar de o INSS não obter lucro com a oferta do consignado.
O cálculo do valor a ser ressarcido será feito anualmente, com base no custo operacional do período e na quantidade de contratos realizados por cada instituição financeira. Dados oficiais apontam que, em dezembro de 2025, havia cerca de 65 milhões de contratos de crédito consignado ativos vinculados a beneficiários do INSS.



