
O Instituto Maria da Penha afirmou nesta terça-feira (10) que os ataques direcionados à ativista Maria da Penha não atingem apenas uma pessoa, mas representam tentativas de enfraquecer avanços na proteção dos direitos das mulheres no Brasil. A manifestação foi divulgada após a Justiça do Ceará aceitar denúncia do Ministério Público do Ceará e tornar réus quatro suspeitos de participar de uma campanha de ódio contra a ativista e contra a Lei Maria da Penha.
Segundo o instituto, Maria da Penha, considerada símbolo da luta contra a violência doméstica no país, tem sido alvo de uma campanha organizada de ataques, desinformação e perseguição nos últimos anos. A entidade afirma que essas ações buscariam distorcer a história da ativista e descredibilizar a legislação criada em 2006 para combater a violência contra a mulher.
Na nota pública, o instituto destacou que a trajetória de Maria da Penha representa uma luta coletiva por justiça e proteção às mulheres. A entidade também afirmou que os ataques registrados não configuram apenas divergência de opinião ou debate público, mas práticas de difamação, intimidação e violência digital.
O posicionamento também ressalta que a decisão da Justiça de aceitar a denúncia representa um passo importante para reafirmar princípios democráticos. Segundo a entidade, a liberdade de expressão permite críticas a leis, mas não autoriza perseguições, disseminação de informações falsas ou ataques pessoais.
Fonte: Agência Brasil



