
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), criticou o que classificou como uso político indevido da pauta das pessoas com deficiência durante entrevista à Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier. A declaração foi feita ao comentar o pedido de impeachment protocolado pela oposição na Câmara dos Vereadores, que o acusa de crime de responsabilidade e atos de improbidade administrativa.
O principal ponto das denúncias diz respeito à nomeação de Lucas Vieira da Silva para o cargo de procurador municipal. Segundo a oposição, a decisão teria preterido Marko Venício dos Santos Batista, que havia se classificado para a vaga. João Campos afirmou que o debate público ignorou que se trata de uma disputa administrativa entre dois candidatos com deficiência.
De acordo com o prefeito, Lucas Vieira possui autismo, com laudo reconhecido pela Justiça do Trabalho, enquanto o outro candidato tem deficiência física. Ele explicou que a decisão administrativa buscou reconhecer direitos dentro do que prevê a legislação e que, após questionamento, houve pedido de reconsideração analisado e deferido pela Procuradoria do Município.
João Campos destacou que o caso agora será analisado pelo Judiciário, que definirá quem tem direito à vaga. O prefeito afirmou não aceitar que o tema seja explorado com fins eleitorais e reforçou que sua gestão investe e mantém políticas voltadas às pessoas com deficiência, defendendo que decisões administrativas devem ser tratadas com correção e responsabilidade.





