
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (16) um maior compromisso dos países mais ricos na redução das desigualdades globais durante participação na cúpula do G7, realizada em Évian, na França. Convidado para o encontro, Lula afirmou que a distância entre países desenvolvidos e em desenvolvimento continua aumentando e cobrou mais solidariedade internacional diante dos desafios econômicos e sociais enfrentados por bilhões de pessoas.
Durante o discurso, o presidente destacou que organismos internacionais voltados para assistência humanitária e saúde sofreram cortes significativos de recursos nos últimos anos. Segundo Lula, a redução de financiamentos para instituições como o Programa Mundial de Alimentos, a Organização Mundial da Saúde e o UNICEF compromete ações essenciais de combate à fome, promoção da saúde e proteção da infância em diversas regiões do planeta.
O presidente também criticou o crescimento dos gastos militares globais, que, segundo ele, alcançaram quase US$ 3 trilhões por ano. Lula argumentou que esses recursos poderiam contribuir para ampliar investimentos em áreas como educação, saúde e segurança alimentar. De acordo com o chefe do Executivo, países em desenvolvimento continuam destinando grandes quantias ao pagamento de dívidas externas, enquanto recebem volumes muito menores em ajuda internacional.
Sem citar nomes diretamente, Lula também criticou a concentração de riqueza mundial e afirmou que a economia global produz recursos em abundância, mas distribui oportunidades de maneira desigual. O presidente defendeu maior vontade política para implementar medidas capazes de reduzir disparidades econômicas e sociais e apontou a Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento como um caminho para fortalecer ações voltadas ao crescimento sustentável e inclusivo.
Com informações da Agência Brasil





