
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) solicitou providências para garantir a proteção da deputada federal eleita Ana Elisa (PT), de Minas Gerais, após relatos de ameaças de morte e estupro nas redes sociais. O pedido foi encaminhado ao Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais após a parlamentar afirmar que os ataques se intensificaram depois do primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro.
Ana Elisa relatou que passou a receber ameaças com frequência e que sua equipe precisou desativar sua conta no Twitter diante do volume de mensagens. “Estou sofrendo mais ameaças de morte. Acredito que ninguém mereça ser ameaçado de morte por estar politicamente engajado”, declarou. A parlamentar também afirmou que se sentia vulnerável e que, naquele momento, não contava com uma equipe específica de segurança.
Segundo o ministério, as equipes do programa estadual atuarão em conjunto com o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas. A pasta solicitou uma análise de risco, articulação com órgãos de inteligência policial e medidas para investigar as ameaças e identificar os responsáveis. Por razões de segurança, o órgão não detalhou quais ações de proteção serão adotadas. A reportagem mencionada no material original informou que não conseguiu obter posicionamento da Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais nem do Ministério Público estadual.
Aos 21 anos, Ana Elisa nasceu em Divinópolis, no interior de Minas Gerais, é estudante de Direito e trabalhou como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho do estado. Eleita com mais de 524 mil votos, foi a segunda candidata mais votada para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais, segundo os dados apresentados. Ela também foi apontada como a mulher mais votada da história do estado para o cargo e a deputada federal mais jovem eleita no Brasil.




