
A movimentação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao reunir nomes como Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite no campo de influência do partido, tem sido interpretada como uma estratégia de fortalecimento político para a disputa presidencial. Mais do que a definição de um candidato próprio, o movimento indica a construção de alternativas que ampliam o poder de negociação do PSD com diferentes campos políticos.
A leitura predominante é que Kassab busca oferecer opções consideradas moderadas tanto ao campo governista quanto à oposição. Eduardo Leite surge como um nome capaz de dialogar com setores do mercado e do centro político, enquanto Ratinho Junior aparece como um governador com perfil de gestão e apelo popular. Já Ronaldo Caiado representa um segmento mais conservador, ligado ao agronegócio e à segurança pública, com potencial de influenciar o cenário eleitoral em diferentes turnos.
Independentemente de quem venha a disputar ou vencer a eleição presidencial, a estratégia do PSD tende a fortalecer o partido institucionalmente. Caso não haja viabilização presidencial, os nomes articulados podem reforçar a bancada da legenda no Senado, ampliando sua influência no Congresso Nacional.
O movimento evidencia o peso das articulações pré-eleitorais na política brasileira, nas quais alianças e estratégias partidárias antecedem a disputa nas urnas. Nesse contexto, o PSD se posiciona como um ator central nas negociações, buscando garantir espaço e protagonismo em qualquer cenário político que venha a se consolidar.



