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Novo indicador expõe desigualdades na educação infantil

Levantamento do Iede revela que, apesar da obrigatoriedade da matrícula a partir dos 4 anos, 876 municípios brasileiros ainda têm pelo menos 10% das crianças de 4 e 5 anos fora da escola

Há 4 horas — Por Repórter Tamandaré

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Foto: Redes sociais

Mesmo com a matrícula obrigatória para crianças de 4 e 5 anos no Brasil, milhares ainda seguem fora da educação infantil. Novo indicador municipal divulgado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) aponta que 16% dos municípios brasileiros, o equivalente a 876 cidades, têm ao menos uma em cada dez crianças dessa faixa etária sem acesso à creche ou pré-escola. O levantamento destaca desigualdades regionais mais severas no Norte, onde 29% dos municípios registram menos de 90% de cobertura escolar, enquanto o Sul apresenta o menor percentual, com 11%.


Os dados também revelam cenário preocupante para crianças de até 3 anos. Em 81% dos municípios brasileiros, ou 4.485 cidades, menos de 60% dessa população está matriculada em creches, percentual abaixo da meta prevista no Plano Nacional de Educação para 2036. A Região Norte novamente concentra os piores índices, com 94% dos municípios abaixo desse patamar. Já entre as capitais, Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte universalizaram o atendimento para crianças de 4 e 5 anos, enquanto Maceió, Macapá e João Pessoa apresentam os menores índices.


Segundo o Iede, o novo indicador busca oferecer aos municípios dados mais precisos para orientar políticas públicas e estratégias de busca ativa, diante das limitações de bases oficiais como o Censo Demográfico e a Pnad Contínua. A metodologia utiliza cruzamento entre Censo Escolar e projeções populacionais do IBGE via Datasus para ampliar a precisão sobre cobertura escolar municipal.


O Ministério da Educação afirmou que seus indicadores oficiais seguem seguros para monitoramento nacional, mas destacou ações recentes para ampliar vagas, incluindo o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil e investimentos do Novo PAC. Desde o início da atual gestão, segundo a pasta, 886 unidades de educação infantil foram entregues, com previsão de mais 1.684 novas creches e escolas, além da retomada de obras paralisadas, em esforço para reduzir desigualdades históricas no acesso à primeira etapa da educação básica.


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