
A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Educação e Esportes, promoveu, nesta quarta-feira (14), uma palestra sobre bullying e cyberbullying na Escola Municipal Miguel Arraes, no bairro do Janga. A atividade foi ministrada por representantes do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), vinculado à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, e reuniu 35 estudantes do 4º ano, com idades entre 10 e 12 anos.
A iniciativa teve como objetivo conscientizar os alunos sobre as diferentes formas de violência, suas consequências e a importância de prevenir e combater essas práticas dentro e fora do ambiente escolar, incluindo as agressões realizadas pela internet.
Durante o encontro, iniciado às 14h30, o comissário Iandy Medeiros, que possui mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil, apresentou exemplos práticos para facilitar a compreensão dos estudantes. Com muita interação por meio de perguntas e relatos vindos dos meninos e meninas, a fala do comissário tratou sobre os diferentes tipos de bullying, seguidos de vários exemplos práticos para facilitar o entendimento.
“O bullying é uma agressão que se repete, podendo ser praticada por uma pessoa ou grupo contra uma outra pessoa”, ensinou o policial.
Ao perceber que alguns relatos de apelidos e xingamentos provocavam risadas entre os colegas, o policial reforçou que esse tipo de comportamento não deve ser tratado como brincadeira. “Não podemos rir disso. Não é brincadeira, mas uma agressão. Quem acha graça está fazendo a mesma coisa”, advertiu Medeiros.
Os próprios estudantes demonstraram compreender a gravidade do problema. Miguel Castro Pereira, de 9 anos, destacou sua opinião sobre o tema antes do início da palestra. “Acho o bullying muito errado, pois dá apelidos feios para uma pessoa”, afirmou Miguel Castro Pereira, de 9 anos, antes de começar a palestra. Outra estudante, de 10 anos, relatou já ter sido chamada de “quatro olhos” pelos colegas por usar óculos. “Acho o bullying horrível”, desabafou.
Integrante do programa de prevenção “Diga não ao bullying”, a ação da DPCA também tratou sobre cyberbullying, aquele praticado através das plataformas digitais. “Já existe lei que pode dar quatro anos de cadeia para quem comete essas agressões pela internet”, informou o policial aos estudantes. “E quando uma criança é que pratica o bullyng ou cyberbullying, ela poderá ter de ir falar com um juiz.”
Durante a apresentação, os comissários também informaram sobre as várias formas que as crianças e adolescentes têm para denunciar os casos de agressões desse tipo. “Se acontecer na escola, podem procurar a coordenação. Caso precisem ir ao DPCA, devem ir acompanhados de um adulto. E tem ainda o Disque 100, que pode ser utilizado por qualquer um de vocês aqui a qualquer momento.”
A técnica pedagógica Zenaide Silva, representante da Secretaria de Educação e Esportes durante a atividade, destacou a importância da parceria entre a Prefeitura do Paulista e o DPCA, que já ocorre há vários anos. Segundo ela, as palestras periódicas contribuem para aproximar a rede de proteção, especialmente a Polícia Civil, do ambiente escolar e atendem à necessidade de prevenir diferentes formas de violência de forma pedagógica.
O que diz a Lei
Definidos como intimidação sistemática pela legislação brasileira, o bullying e o cyberbullying são tratados na Lei de nº 13.185, de 2015, que institui um programa de combate e prevenção contra tais práticas em todo o território nacional. Segundo o Código Penal brasileiro, crimes como lesão corporal, injúria, difamação, calúnia, ameaça e constrangimento ilegal podem ser considerados bullying dependendo de sua gravidade.




