
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, discutem a possibilidade de recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli que designou peritos específicos para analisar materiais apreendidos na segunda fase da investigação envolvendo o Banco Master.
No entendimento interno da Polícia Federal, a medida é considerada inadequada do ponto de vista operacional, uma vez que os peritos indicados não participaram das etapas anteriores da investigação. O inquérito reúne grande volume de dados coletados ao longo de meses, o que, segundo a avaliação da corporação, exige familiaridade prévia com o conteúdo já analisado.
A cúpula da PF ressalta que não há questionamento quanto à capacidade técnica dos profissionais designados pelo ministro. A preocupação central, segundo integrantes do órgão, está relacionada ao tempo necessário para que novos peritos compreendam a complexidade do material reunido e o histórico das apurações.
Para a Polícia Federal, a substituição ou complementação da equipe técnica neste estágio do processo pode resultar em atrasos e impactar a eficiência da investigação. A eventual interposição de recurso ainda está em análise e dependerá da avaliação jurídica sobre os efeitos práticos da decisão judicial no andamento do inquérito.




