
O Partido dos Trabalhadores decidiu, pela primeira vez, não lançar candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul e apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola, do PDT. O acordo foi fechado após articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diante da estratégia nacional de alianças para as eleições.
Com a decisão, o ex-presidente da Conab, Edegar Pretto, retirou sua pré-candidatura ao governo e pode compor como vice na chapa. A aliança envolve partidos como PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede, embora haja resistência interna, especialmente por parte do PSOL, que ameaça deixar o grupo.
A medida também gerou divergências dentro do próprio PT. O ex-ministro José Dirceu afirmou que a decisão não configura intervenção partidária, enquanto o dirigente Valter Pomar criticou a condução do processo e classificou a situação como imposição política.
A mudança de estratégia ocorre em meio à disputa eleitoral no estado, que conta com outros nomes já posicionados. A decisão do PT busca fortalecer a aliança nacional, mas amplia o debate interno sobre autonomia partidária e formação de chapas nos estados.




