
A conta de água vai subir depois da eleição. A confirmação voltou a ser feita por Raquel Lyra (PSD), nesta quinta-feira (1º), durante o debate do Sistema Jornal do Commercio. O assunto, que mexe diretamente com o orçamento de milhões de pernambucanos, foi levantado por João Campos (PSB), que já havia cobrado explicações da governadora dois dias antes, no debate da TV Globo.
João retomou o contrato da concessão dos serviços da Compesa e perguntou por que o primeiro reajuste está previsto justamente para novembro, logo depois da eleição. Também cobrou uma explicação sobre o desconto de 5% obtido, segundo Raquel, no leilão e como essa redução será aplicada diante da correção prevista para a tarifa.
O contrato estabelece reajustes anuais e prevê que o primeiro seja processado em novembro. No leilão, os vencedores dos dois blocos chegaram ao desconto máximo permitido, de 5% sobre a tarifa de referência.
Raquel confirmou que haverá reajuste e argumentou que se trata de uma correção inflacionária prevista em contrato. João rebateu. Segundo o candidato e líder da Frente Popular, a aplicação das regras contratuais aponta para uma correção próxima de 15%. “É uma Black Friday. Aumenta 15% e dá 5% de desconto”, ironizou João.
O assunto voltou poucos minutos depois. Ao questionar Ivan Moraes sobre abastecimento, Raquel perguntou se ele concordava que o acesso à água era um direito. Ivan devolveu a pergunta e quis saber se a governadora poderia garantir que a conta não aumentaria.
A resposta foi direta: “Vai ter reajuste, sim, na conta da Compesa”, confirmou Raquel Lyra.
João Campos voltou então ao ponto que vem levantando na reta final da campanha. Se o aumento já estava previsto no contrato, qual será o percentual efetivamente cobrado e por que a nova tarifa só será aplicada depois da eleição?
O candidato também apresentou a proposta do programa Sem Água, Sem Conta, voltado às famílias inscritas na tarifa social. A ideia é zerar a cobrança nos períodos em que não houver fornecimento regular de água.
João defendeu ainda a execução de 94 grandes obras de produção e distribuição de água para ampliar o abastecimento e enfrentar o racionamento em Pernambuco.




