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Rede da Primeira Infância propõe inclusão de programas de parentalidade no PPA do Recife

ONG Family Talks defende adoção das iniciativas “Famílias Fortes” e “ACT” para fortalecer vínculos familiares e prevenir vulnerabilidades sociais.

Há 328 dias — Por Robson Júnior

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Foto: Divulgação —

A Rede Estadual da Primeira Infância de Pernambuco entregou, nesta segunda-feira (11), à Câmara Municipal do Recife, uma proposta para que programas de apoio à parentalidade sejam incorporados ao Plano Plurianual (PPA) da cidade. O secretário executivo da Rede, Rogério Morais, apresentou ao líder do governo, vereador Samuel Salazar (MDB), uma nota técnica elaborada pela ONG Family Talks. O documento sugere a adoção dos programas “Famílias Fortes” e “ACT – Adults and Children Together” como estratégias permanentes de prevenção social. O vereador Carlos Muniz (PSB) também participou do encontro e declarou apoio à pauta.


Baseada em evidências científicas, a proposta destaca o impacto positivo dessas iniciativas na redução de vulnerabilidades sociais, econômicas e educacionais. O programa “Famílias Fortes” é direcionado a famílias com adolescentes de 10 a 14 anos, com foco na prevenção ao uso de drogas e comportamentos de risco. Já o “ACT” é voltado para pais e cuidadores de crianças de 0 a 8 anos, abordando temas como disciplina positiva, desenvolvimento infantil e manejo da raiva. Ambos contam com metodologias participativas, protocolos validados e indicadores de avaliação.


Para Rogério Morais, a medida busca atacar os problemas sociais na raiz. “São políticas públicas que atuam na base e já têm comprovação científica de resultados. Elas podem ser integradas ao PPA como ações intersetoriais envolvendo saúde, educação e assistência social”, afirmou. O diretor da Family Talks, Rodolfo Canônico, ressaltou que incluir programas de apoio à parentalidade no PPA garante orçamento e continuidade, transformando o apoio a pais e mães em ação concreta.


O vereador Samuel Salazar avaliou que a proposta se alinha à lógica de prevenção e resultados. “Precisamos pensar políticas baseadas em evidências. Fortalecer as famílias é evitar problemas futuros”, disse. Carlos Muniz complementou: “Investir na parentalidade é investir no futuro da cidade.”


O texto entregue à Câmara sugere metas claras, indicadores de impacto e fontes de financiamento, como recursos do SUAS, fundos da infância e emendas parlamentares. A expectativa é que as ações comecem a ser implementadas de forma progressiva a partir de 2026, integrando a agenda de desenvolvimento social do Recife.


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