
Os dois réus acusados do assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira foram condenados pelo Tribunal do Júri após julgamento realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Arielson da Conceição Santos, apontado como executor, recebeu pena de 29 anos e nove meses de prisão. Já Marílio dos Santos, considerado mandante do crime, foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias, mas segue foragido.
Ambos foram condenados por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de uso restrito. Outras três pessoas denunciadas por participação no crime ainda aguardam julgamento.
Em nota, a Anistia Internacional considerou a decisão um avanço no combate à impunidade em casos envolvendo defensores de direitos humanos, mas destacou a necessidade de responsabilização de todos os envolvidos.
Mãe Bernadete foi assassinada em agosto de 2023, aos 72 anos, dentro de sua residência no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, após homens armados invadirem o local. Reconhecida pela atuação na defesa dos direitos quilombolas e no combate ao racismo, ela integrava o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do governo federal.



