
A exoneração do ministro Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública será publicada nesta sexta-feira (9), no Diário Oficial da União. A saída, confirmada após a entrega da carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inaugura uma disputa interna no governo pelo comando da pasta e reacende o debate sobre a possibilidade de separação entre Justiça e Segurança Pública.
Até o momento, o presidente Lula não anunciou o nome do novo titular. A expectativa é que o atual secretário-executivo do ministério, Manoel Carlos de Almeida Neto, assuma o cargo de forma interina até a definição oficial. Nos bastidores, aliados do governo articulam indicações e discutem perfis considerados mais adequados para o momento político.
Entre os nomes citados estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius de Carvalho, e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O mais cotado, segundo interlocutores do Planalto, é o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, que conta com apoio de integrantes do núcleo político do governo, como Rui Costa, Jaques Wagner e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Wellington César já ocupou funções estratégicas em governos petistas, tendo sido secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no início do terceiro mandato de Lula e ministro da Justiça por breve período no governo Dilma Rousseff. Apesar do apoio, uma ala do governo avalia que o jurista não teria perfil considerado combativo, especialmente em um ano eleitoral. O ministro da Educação, Camilo Santana, também foi mencionado como possível nome, mas afirmou publicamente que pretende permanecer à frente da pasta da Educação.



