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Senado debate preservação da Caatinga e educação climática no Dia Nacional do bioma

Comissões do Senado reuniram especialistas, gestores e representantes da sociedade civil para discutir conservação, sustentabilidade e combate à desertificação no semiárido brasileiro

Há 4 horas — Por Repórter Tamandaré

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Foto: Mariana Leal

A Comissão de Educação e Cultura e a Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal realizaram, nesta terça-feira, audiência pública conjunta em alusão ao Dia Nacional da Caatinga, celebrado em 28 de abril. O encontro debateu a conservação e o uso sustentável do bioma, com ênfase na educação ambiental e no enfrentamento das mudanças climáticas nas escolas. A reunião foi conduzida pela senadora Teresa Leitão, presidenta da Comissão de Educação, e contou com a participação do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.


Único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, com presença predominante no Nordeste. Considerada essencial para o equilíbrio ecológico do semiárido, a região abriga biodiversidade adaptada às condições de estiagem, além de desempenhar funções importantes na regulação climática, conservação dos solos e manutenção de comunidades tradicionais.


Durante a audiência, Teresa Leitão destacou a necessidade de ampliar o debate sobre sustentabilidade socioambiental no ambiente escolar e reforçou a importância da Caatinga como patrimônio ambiental brasileiro, ressaltando suas características ecológicas singulares e sua resistência às condições de escassez hídrica.


João Paulo Capobianco apresentou cinco ações estratégicas voltadas ao combate à desertificação e à preservação do bioma, entre elas o fortalecimento do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação, que reúne 175 iniciativas para os próximos 20 anos. O ministro também enfatizou a retomada da Comissão Nacional de Combate à Desertificação e a articulação entre União, estados, municípios, Sudene, universidades e organizações sociais para construção de políticas públicas voltadas ao semiárido.


Também participaram da discussão representantes da Embrapa Semiárido, Instituto Nacional do Semiárido, Instituto Escolhas, Consórcio Nordeste e Articulação Semiárido Brasileiro, reforçando a integração entre ciência, gestão pública e sociedade civil na formulação de estratégias para preservação da Caatinga.


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