
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) divulgou nota pública repudiando o que classifica como instrumentalização política da Polícia Civil de Pernambuco, após reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record. Segundo o sindicato, a matéria revelou o uso da estrutura da corporação para fins de perseguição a adversários políticos do governo estadual, o que, de acordo com a entidade, compromete a finalidade constitucional da atividade policial e a credibilidade das investigações.
Na nota, o SINPOL afirma que o episódio reforça um padrão de assédio institucional dentro da Polícia Civil, com pressões sobre servidores para o cumprimento de ordens de interesse político. A entidade cita a abertura de processos administrativos, transferências e remoções como instrumentos utilizados contra policiais que se recusam a executar determinações consideradas ilegais, além de apontar que o cenário é agravado por problemas salariais e estruturais enfrentados pela categoria.
O sindicato também relata perseguições ao seu presidente, Áureo Cisneiros, após denúncias sobre a precariedade das delegacias e a falta de investimentos efetivos do programa Juntos pela Segurança. Segundo o SINPOL, policiais civis trabalham em unidades improvisadas, com custos básicos sendo arcados pelos próprios servidores, o que, na avaliação da entidade, demonstra abandono da corporação pelo poder público.
A nota ainda cobra o envio à Assembleia Legislativa do projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil de Pernambuco, considerada fundamental para impedir o uso político da instituição e garantir autonomia e proteção aos policiais. O SINPOL informou que realizará uma passeata na próxima terça-feira (27), com concentração na sede do sindicato e encerramento no Palácio do Campo das Princesas, reivindicando diálogo com o governo estadual e atendimento às pautas da categoria.



