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Trump confirma convite a Lula para integrar conselho internacional sobre Gaza

Colegiado proposto pelos Estados Unidos deve supervisionar reconstrução do território palestino

Há 23 horas — Por Robson Júnior

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Foto: REUTERS/LEAH MILLIS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na última terça-feira (20) que convidou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado Conselho da Paz, grupo de líderes internacionais idealizado pela Casa Branca para acompanhar as ações de reconstrução da Faixa de Gaza. O colegiado será presidido pelo próprio Trump e terá como atribuição supervisionar o trabalho do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, anunciado na semana passada pelo governo norte-americano.


Durante entrevista coletiva em que fez um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato, Trump afirmou ter boa relação com o presidente brasileiro e destacou a importância do convite. Segundo ele, Lula teria papel relevante dentro do conselho. Até o momento, o Palácio do Planalto não se manifestou oficialmente sobre a aceitação do convite, embora o Ministério das Relações Exteriores tenha confirmado que a comunicação foi recebida por meio da embaixada brasileira em Washington.


A proposta integra a segunda fase de um plano de paz para Gaza firmado em outubro do ano passado, sob mediação dos Estados Unidos. O acordo previa um cessar-fogo entre Israel e o território palestino, apesar de relatos recentes de continuidade de ataques, segundo agências das Nações Unidas. O comitê responsável pela administração e reconstrução do enclave deverá seguir diretrizes estabelecidas pelo Conselho da Paz.


Além do Brasil, outros países também receberam convites. O presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, confirmaram publicamente o recebimento das cartas. Segundo informações da imprensa internacional, líderes da Turquia, de países europeus e do Egito também teriam sido convidados. Nenhum representante palestino foi anunciado até agora para compor as estruturas propostas.


O governo norte-americano divulgou que o grupo executivo incluirá nomes como o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o secretário de Estado, Marco Rubio, Jared Kushner, genro de Trump, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Um segundo comitê, de perfil técnico, deverá contar com representantes da Turquia e do Catar. A iniciativa, no entanto, recebeu críticas do governo israelense, que alegou falta de coordenação com Israel.


Informações divulgadas pela imprensa internacional apontaram a existência de um rascunho de estatuto prevendo contribuição financeira de países-membros para garantir assento permanente no conselho, hipótese negada pela Casa Branca. Paralelamente, o tema ocorre em meio a tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e países europeus, cenário no qual o presidente Lula voltou a criticar a postura de Trump, mencionando o uso frequente de redes sociais para tratar de assuntos internacionais.

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