
A vacinação contra o HPV tem avançado na América Latina, mas a região ainda registra mortes por câncer de colo do útero, doença considerada prevenível. O alerta consta em estudo publicado na revista The Lancet, que analisou dados de 35 países. Apesar da disponibilidade de vacinas, a cobertura segue desigual e, em muitos casos, abaixo da meta da Organização Mundial da Saúde, que prevê 90% das meninas vacinadas até os 15 anos.
No Brasil, a cobertura vacinal atingiu mais de 80% entre meninas e cerca de 67% entre meninos em 2024, com ampliação da campanha em 2025 pelo Ministério da Saúde. Especialistas, no entanto, apontam que o principal desafio está no modelo de rastreamento, ainda majoritariamente oportunístico, o que dificulta o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado das pacientes.
Segundo a Fundação do Câncer, a adoção de programas organizados, com convocação ativa da população e integração dos sistemas de saúde, pode reduzir significativamente a mortalidade. O uso do teste de DNA-HPV, já implementado em alguns países, também é apontado como alternativa mais eficaz ao exame tradicional.
Especialistas destacam que a combinação entre vacinação, rastreamento e tratamento é essencial para reduzir os casos da doença. A expectativa é que, com o avanço dessas estratégias, seja possível diminuir a incidência do câncer de colo do útero nas próximas décadas.



