
Durante a turnê de divulgação do filme O Agente Secreto nos Estados Unidos, o ator Wagner Moura participou do tradicional talk show americano The Daily Show, apresentado por Jordan Klepper. Na entrevista, o ator relacionou o enredo da produção com o contexto político brasileiro no período pós-ditadura e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar as motivações por trás do filme.
Segundo Wagner Moura, a obra surgiu a partir da percepção dele e do diretor Kleber Mendonça Filho sobre os acontecimentos políticos no Brasil entre 2018 e 2022. O ator afirmou que Bolsonaro, eleito democraticamente, teria resgatado valores associados à ditadura militar no país, o que contribuiu para a concepção do filme, que vem recebendo reconhecimento internacional desde o Festival de Cannes.
Ao explicar ao público americano o período da ditadura militar brasileira, que ocorreu entre 1964 e 1985, Wagner Moura também criticou a Lei da Anistia de 1979. Ele afirmou que determinados episódios históricos não podem ser esquecidos nem perdoados e avaliou que o país começa a enfrentar questões de memória ao responsabilizar pessoas por atos contra a democracia.
Ainda durante a entrevista, o ator declarou que, em sua avaliação, a anistia teve impacto direto na trajetória política de Jair Bolsonaro. As falas foram recebidas com aplausos da plateia do programa, que é conhecido por abordar temas políticos e sociais em tom crítico.



