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Brasil vê avanço em diálogo com os EUA para cooperação contra o crime transnacional

Governo brasileiro afirma que Estados Unidos demonstraram abertura para ampliar a cooperação bilateral, enquanto mantém foco nas negociações tarifárias.

Há 4 horas — Por Repórter Tamandaré

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Foto: Agência Brasil

O Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional durante as negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada nesta terça-feira (7) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Segundo o ministro, o governo brasileiro apresentou um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer a cooperação integrada no combate ao crime transnacional e recebeu sinalização positiva dos representantes americanos. A expectativa é que ainda nesta semana ocorram uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas. Márcio Elias Rosa reforçou que a orientação do governo é manter as negociações restritas à questão tarifária.

O ministro também voltou a defender que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países. Segundo ele, discutir apenas a tarifa do biocombustível desconsidera a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional. Márcio Elias Rosa destacou que o setor é estratégico, especialmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta sobretaxas de quase 100% para entrar no mercado americano.

Durante audiência pública promovida pelo USTR, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, da União Nacional do Etanol de Milho e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil apoiaram a posição do governo brasileiro. As entidades defenderam que a redução das importações de etanol americano está ligada ao crescimento da produção nacional de etanol de milho e afirmaram que Brasil e Estados Unidos deveriam priorizar a expansão do mercado internacional de biocombustíveis, enquanto as negociações seguem paralelamente à investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio.


Com informações da Agência Brasil

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