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Celso Amorim defende regulação da Inteligência Artificial e alerta para riscos à democracia

Assessor especial da Presidência afirmou que concentração tecnológica nas mãos de grandes empresas pode ampliar desigualdades e comprometer a soberania dos países.

Há 42 minutos — Por Repórter Tamandaré

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Foto: © VINICIUS LOURES/CÂMARA DOS DEPUTADOS

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, defendeu nesta terça-feira (16) a ampliação do debate sobre a regulação da Inteligência Artificial (IA) e das grandes plataformas digitais. Durante participação na Conferência de Segurança Internacional do Forte, em Portugal, o diplomata afirmou que a concentração dessa tecnologia em um grupo restrito de empresas pode aprofundar desigualdades e representar desafios para os sistemas democráticos.


Segundo Amorim, o avanço da Inteligência Artificial sem mecanismos de regulação pode ampliar o poder das chamadas big techs sobre setores estratégicos da economia e da comunicação. Para ele, os Estados devem preservar sua capacidade de regulamentação, garantindo que o desenvolvimento tecnológico ocorra em consonância com princípios democráticos e interesses públicos.


O assessor também destacou a importância da proteção de dados e da segurança cibernética como elementos fundamentais para a soberania nacional. De acordo com o diplomata, os dados passaram a ter valor econômico, político e estratégico, influenciando decisões governamentais, modelos de inteligência artificial e sistemas de monitoramento em larga escala. Nesse contexto, ele defendeu a proteção de bases de dados sensíveis, como as vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).


Durante sua participação no evento, Amorim ainda alertou para o uso crescente da Inteligência Artificial em conflitos armados. O diplomata afirmou que o desenvolvimento de armas autônomas levanta questões éticas e de segurança internacional, especialmente diante do atual cenário geopolítico. Segundo ele, o Brasil deve investir em capacidades de defesa e em instrumentos de dissuasão para acompanhar as transformações tecnológicas no campo militar.


Com informações da Agência Brasil

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