
A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos continua gerando forte repercussão internacional e agravando o clima diplomático. Nesta segunda feira, durante reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, China e Rússia pediram a libertação imediata do líder venezuelano, classificando a ação norte americana como ilegal e inaceitável.
O encontro foi convocado para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido no último sábado, e reuniu representantes das principais potências globais. O tom da reunião foi marcado por críticas diretas à postura de Washington e por alertas sobre os riscos de escalada do conflito na América Latina.
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, afirmou que seu país ficou profundamente chocado com a operação militar. Em discurso contundente, o diplomata condenou o que chamou de atos ilegais e de bullying praticados pelos Estados Unidos, ressaltando que a comunidade internacional acompanha com preocupação as sanções, bloqueios e ameaças de uso da força contra Caracas.
Fu Cong também destacou que, mesmo sendo membro permanente do Conselho de Segurança, os Estados Unidos têm ignorado apelos globais em defesa da soberania venezuelana. Segundo ele, a ação viola o princípio da não interferência em assuntos internos e afronta a proibição do uso da força nas relações internacionais.
Na mesma linha, o representante da Rússia condenou duramente a operação em Caracas. O diplomata afirmou que não há qualquer justificativa para os crimes cometidos pelos Estados Unidos, pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa e reforçou que o presidente venezuelano é o chefe de Estado legítimo, eleito pelo povo do país.



