
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende levar à Casa Branca, na segunda quinzena de março, uma pauta que articula temas de energia e relações hemisféricas em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula quer obter apoio político e regulatório de Washington para que a Petrobras retome atividades de exploração e produção de petróleo na Venezuela, onde a estatal já atuou no passado, mas saiu em meio a instabilidades e sanções internacionais.
A proposta de reabertura do diálogo ocorre depois de mudanças no cenário político venezuelano, com a reorganização do poder em Caracas e sinais do governo de Delcy Rodríguez de conceder maior participação estratégica internacional nas decisões sobre a exploração e comercialização de petróleo. Trump, por sua vez, tem estimulado empresários americanos e estrangeiros a considerarem investimentos no setor energético venezuelano, abrindo espaço para que a Petrobras integre esse movimento caso haja respaldo político adequado.
Além da questão energética, Lula também pretende abordar a situação de Cuba, que enfrenta dificuldades econômicas após os Estados Unidos aplicarem tarifas a países que fornecem petróleo à ilha, agravando a escassez de combustível e impactando setores como turismo e serviços essenciais. Em sua agenda, o presidente brasileiro planeja discutir com Trump as consequências dessas sanções e ponderar sobre a necessidade de medidas que evitem um agravamento da crise humanitária.
A reunião em Washington reflete esforços de Brasília para combinar interesses energéticos, diplomáticos e humanitários na política externa, buscando não só oportunidades de investimentos, mas também aliviar tensões regionais e articular soluções multilaterais para desafios na América Latina.
Com informações do Portal InfoMoney




