
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton recusaram-se, nesta terça-feira, dia 13, a cumprir uma intimação do Congresso para prestar depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga o caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein. A decisão foi comunicada por meio de uma carta enviada ao deputado James Comer, presidente do colegiado, e divulgada nas redes sociais.
No documento, os Clintons classificam a investigação como legalmente inválida e acusam o comando da comissão de adotar critérios seletivos na condução do processo. Segundo eles, outros ex-funcionários públicos teriam sido autorizados a apresentar apenas declarações escritas, enquanto intimações formais teriam sido aplicadas especificamente contra o casal.
A carta também afirma que a comissão não teria adotado medidas para obrigar o Departamento de Justiça a divulgar todos os arquivos relacionados a Epstein, incluindo eventuais documentos que mencionem os próprios Clintons. Eles defendem que a transparência deve partir do Executivo antes de qualquer convocação ao Legislativo.
Em resposta, James Comer afirmou que o descumprimento da intimação é inaceitável e declarou que pretende iniciar um processo por desacato ao Congresso. O parlamentar ressaltou que não há acusações formais contra Bill ou Hillary Clinton, mas defendeu que a comissão tem o direito de esclarecer vínculos e circunstâncias envolvendo Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes federais de tráfico sexual.



