
A escalada da crise política na Venezuela levou o Brasil a atuar de forma imediata no plano diplomático. Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa de uma reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos para discutir os desdobramentos da operação norte americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O encontro ministerial da Celac será realizado por videoconferência, a partir do Itamaraty, e reúne chanceleres da região preocupados com os impactos institucionais e geopolíticos do episódio. A iniciativa busca coordenar posições e avaliar possíveis respostas conjuntas diante da instabilidade instalada no país vizinho.
Diante da gravidade do cenário, Mauro Vieira antecipou o retorno de suas férias para acompanhar de perto a crise. O governo brasileiro também promoveu reuniões de emergência com diferentes áreas da administração federal, reforçando o acompanhamento permanente da situação e seus reflexos regionais.
Segundo informações oficiais, até o momento não há registro de brasileiros entre as vítimas dos confrontos relacionados à operação. Ainda assim, o Palácio do Planalto determinou o monitoramento constante da fronteira com a Venezuela, adotando medidas preventivas para garantir a segurança e a assistência consular, se necessário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou publicamente a ação dos Estados Unidos, classificando-a como inaceitável e uma afronta ao direito internacional. Em contrapartida, o ex presidente Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro foi levado para Nova York e sinalizou um envolvimento direto dos Estados Unidos com o setor petrolífero venezuelano, ampliando as preocupações sobre a soberania do país.



