Tamandaré Web 100% Jesus

Portal de notícias da Rádio Tamandaré

Em entrevista à Rádio Jornal, Raquel Lyra afirma sofrer violência política

Durante a entrevista a governadora falou sobre o preconceito com as mulheres em cargos políticos.

Há 24 dias — Por Portal Tamandaré Web

Após o episódio em que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foi alvo de críticas e de uma palavra de baixo calão ditas por seu correligionário e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), na quinta-feira (1), a gestora se pronunciou sobre o caso no programa Passando a Limpo da Rádio Jornal, nesta sexta-feira(2).
Foto: Guga Matos/JC Imagem

Após o episódio em que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foi alvo de críticas e de uma palavra de baixo calão ditas por seu correligionário e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), na quinta-feira (1), a gestora se pronunciou sobre o caso no programa Passando a Limpo da Rádio Jornal, nesta sexta-feira(2).

Os comentários de Porto ocorreram após o discurso da Chefe do Executivo Estadual na cerimônia de retomada das atividades da Casa Legislativa.

Raquel Lyra destacou que estava na solenidade para deixar uma mensagem para os parlamentares, fazendo um balanço do ano anterior e expondo perspectivas para segundo ano de mandato.

"Decidi pessoalmente participar. Eu fui deputada estadual por dois mandatos e tem diferença quando há presença do líder do Poder Executivo para falar com os deputados e deputadas. Ontem, eu estive com todo o secretariado, todo o time do governo na Assembleia, justamente para falar do nosso respeito com a Casa", disse a gestora.

Durante a entrevista a governadora falou sobre o preconceito com as mulheres em cargos políticos. Ela apontou que no Brasil existem apenas duas governadoras mulheres e chamou atenção para o número inferior de parlamentares mulheres no Congresso Nacional e no Senado Federal.

"O fato de eu estar aqui com Priscila Krause, a vice-governadora, pela primeira vez na história, uma dupla de mulheres governando um estado já é por si só um ato de resistência. Sempre falamos sobre violência política e quando ela acontece muitas vezes de maneira geral se tenta colocar panos mornos. Isso já não é mais aceitável, basta, nós estamos no século 21", afirma a tucana.

Raquel Lyra explicou que a mulher na política é sempre um alvo para julgamentos, seja no trabalho ou nos discursos. "Sempre tentam diminuir o papel que a mulher exerce pelo seu gênero. Como se eu fosse um gênero menos capaz".

Além disso, a gestora estadual afirmou que são necessários espaços para debater sobre a violência política contra mulheres.

"Eu sofro violência política todos os dias de diversas formas, com condutas, atitudes, olhares, interpretações e adjetivos", pontuou.

Com o microfone ainda aberto após a sessão que contou com participação de Raquel Lyra, Porto criticou a governadora do PSDB, usando uma palavra de baixo calão para classificar o discurso. "E o discurso dela, eu entendi nada. Conversou merda demais e não disse nada", afirmou.

A tensão entre os dois Poderes vem se intensificando, principalmente, após Raquel apresentar ADI no Supremo Tribunal Federal contra a Alepe pedindo a derrubada de trechos da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2024.

Em uma nota de esclarecimento, divulgada no começo da noite, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, falou sobre o termo impróprio usado no comando da Alepe e reafirmou as críticas feitas ao governo de Raquel, bem como ao discurso na tribuna. "... esclarece que usou uma expressão não condizente com o contexto e local ao avaliar o discurso da governadora Raquel Lyra após a sessão de abertura dos trabalhos legislativos de 2024".

"Todavia, mesmo admitindo que não deveria ter usado a palavra que usou, reafirmo que considero o teor do discurso desconectado com a realidade vivida em Pernambuco. E acrescenta que sua reação é fruto de indignação em relação à falta de resultados do governo em questões sérias como saúde e segurança, por exemplo", diz trecho da nota.

Com informações do SJCC (Jornal do Commercio)