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Empréstimo bilionário para socorrer BRB segue travado quase 45 dias após acordo no STF

Operação de R$ 6,6 bilhões depende da formação de um consórcio de bancos; instituições privadas teriam apresentado resistência às garantias.

Há 89 dias — Por Robson Júnior

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Foto: Google

Quase 45 dias após o acordo mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a fortalecer o Banco de Brasília (BRB), a operação ainda não foi concluída. O impasse estaria na participação de bancos privados no consórcio que daria garantia ao financiamento junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Segundo pessoas envolvidas nas negociações, Bradesco e Itaú teriam perdido interesse na operação e passaram a defender que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentem garantias próprias. A exigência, porém, é vista como inviável pelo governo federal devido ao impacto que poderia causar nos balanços das instituições públicas.

O acordo firmado em 28 de maio, com participação do ministro Luiz Fux, do STF, previa que o empréstimo seria garantido por um sindicato de bancos públicos e privados, tendo como contragarantia recursos do Distrito Federal provenientes de fundos de participação, estimados em cerca de R$ 1,6 bilhão.

O BRB enfrenta uma crise após suspeitas envolvendo operações com o Banco Master, situação que levou o Banco Central a cobrar medidas para capitalização da instituição. O tamanho exato do prejuízo ainda não foi divulgado oficialmente, mas estimativas apresentadas pelo presidente do banco, Nelson de Souza, apontam valores que podem chegar a R$ 8,8 bilhões.

A demora na solução do impasse aumentou a incerteza sobre o futuro da instituição. Desde o anúncio do acordo, as ações do BRB registraram queda na Bolsa, enquanto o banco também enfrenta cobrança da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo atraso na divulgação do balanço financeiro de 2025, acumulando multa que já chegou a R$ 2,5 milhões.

Além das dificuldades financeiras, a operação passou a enfrentar questionamentos políticos e jurídicos. Partidos de oposição no Distrito Federal, como PSB, PSOL e PT, ingressaram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei que autoriza a capitalização do BRB, alegando que os custos da crise podem ser transferidos à população.

Com informações do InfoMoney.


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