
Lançado como pré-candidato à Presidência da República em dezembro de 2025, por iniciativa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro enfrenta desafios para estruturar um projeto nacional competitivo. Entre os principais entraves está a dificuldade de consolidar palanques estaduais capazes de dar sustentação política à candidatura em diferentes regiões do país.
Em Pernambuco, nomes ligados ao campo bolsonarista que disputaram cargos majoritários em 2022, como Anderson Ferreira e Gilson Machado, tendem a concentrar esforços na eleição para a Câmara dos Deputados. Pela capilaridade eleitoral de ambos, a avaliação é de que há maior viabilidade na disputa proporcional, com possibilidade concreta de eleição.
O cenário político pernambucano é marcado pela polarização entre a governadora Raquel Lyra, do PSD, e o prefeito do Recife, João Campos, do PSB. Esse contexto tem reduzido o espaço para a consolidação de uma terceira via competitiva na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Com isso, a construção de um palanque estadual alinhado à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro torna-se mais complexa, especialmente em um estado onde o eleitorado historicamente apresenta inclinação favorável ao campo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ausência de uma candidatura majoritária forte dificulta a ampliação da presença nacional do projeto presidencial.



