
Há décadas, comunidades formadas majoritariamente por homens utilizam fóruns de internet, redes sociais e outros canais digitais para difundir discursos que incentivam hierarquias de gênero e hostilidade contra mulheres. Pesquisadores apontam que esses ambientes virtuais, muitas vezes organizados de forma anônima, podem estimular comportamentos violentos fora da internet.
O fenômeno é associado à misoginia, conceito que descreve o ódio ou desprezo contra mulheres e a defesa da manutenção de privilégios históricos masculinos nas esferas social, cultural, econômica e política. Em reação a movimentos feministas, que defendem igualdade de direitos e oportunidades, surgiram correntes ideológicas como o masculinismo, que propõe papéis sociais distintos para homens e mulheres.
Entre os espaços mais citados por especialistas estão fóruns da chamada machosfera, que reúne comunidades, canais e grupos dedicados à difusão dessas ideias. Nesses ambientes são comuns termos e classificações que organizam homens e mulheres em hierarquias sociais, como alfa, beta, sigma e Chad para homens, e Stacy e Becky para mulheres.
Essas comunidades também utilizam expressões inspiradas na cultura pop, como os conceitos de redpill, bluepill e blackpill, popularizados pelo filme The Matrix. Especialistas destacam que compreender esse vocabulário ajuda a identificar discursos de ódio e a entender como essas comunidades se articulam no ambiente digital.
Com informações da Agência Brasil



