Tamandaré Web 100% Jesus

Portal de notícias da Rádio Tamandaré

Conteúdo patrocinado
Recife espera por vocêVitória 400 Anos

Glossário da misoginia digital revela códigos usados em comunidades online

Especialistas apontam que linguagem própria de grupos misóginos ajuda a difundir discursos de ódio e hierarquias de gênero na internet

Há 180 dias — Por Robson Júnior

Imagem sem texto alternativo.
Foto: Redes sociais

Há décadas, comunidades formadas majoritariamente por homens utilizam fóruns de internet, redes sociais e outros canais digitais para difundir discursos que incentivam hierarquias de gênero e hostilidade contra mulheres. Pesquisadores apontam que esses ambientes virtuais, muitas vezes organizados de forma anônima, podem estimular comportamentos violentos fora da internet.


O fenômeno é associado à misoginia, conceito que descreve o ódio ou desprezo contra mulheres e a defesa da manutenção de privilégios históricos masculinos nas esferas social, cultural, econômica e política. Em reação a movimentos feministas, que defendem igualdade de direitos e oportunidades, surgiram correntes ideológicas como o masculinismo, que propõe papéis sociais distintos para homens e mulheres.


Entre os espaços mais citados por especialistas estão fóruns da chamada machosfera, que reúne comunidades, canais e grupos dedicados à difusão dessas ideias. Nesses ambientes são comuns termos e classificações que organizam homens e mulheres em hierarquias sociais, como alfa, beta, sigma e Chad para homens, e Stacy e Becky para mulheres.


Essas comunidades também utilizam expressões inspiradas na cultura pop, como os conceitos de redpill, bluepill e blackpill, popularizados pelo filme The Matrix. Especialistas destacam que compreender esse vocabulário ajuda a identificar discursos de ódio e a entender como essas comunidades se articulam no ambiente digital.


Com informações da Agência Brasil

Talvez você goste