Tamandaré Web 100% Jesus

Portal de notícias da Rádio Tamandaré

Conteúdo patrocinado
Recife espera por vocêVitória 400 Anos

Polícia Civil de SC conclui inquérito sobre morte do cães Orelha

Caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário após apuração envolvendo adolescentes e adultos

Há 227 dias — Por Robson Júnior

Imagem sem texto alternativo.
Foto: Redes sociais

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) os inquéritos que apuram a morte do Cão Comunitário Orelha e os maus-tratos ao Cão Caramelo, ocorridos em Florianópolis. No caso Orelha, a corporação solicitou a internação de um adolescente, medida equivalente à prisão no sistema socioeducativo, e indiciou três adultos por coação de testemunha. Já no caso Caramelo, quatro adolescentes foram formalmente representados.


As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei e pela Delegacia de Proteção Animal, com apoio de uma força-tarefa das forças de segurança do Estado. Segundo a Polícia Civil, o trabalho envolveu análise técnica de imagens, oitivas de testemunhas e uso de recursos tecnológicos para identificação dos envolvidos.


De acordo com os autos, o Cão Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. Laudos da Polícia Científica apontam que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido. O cão chegou a ser socorrido por populares, mas morreu no dia seguinte em uma clínica veterinária.


Para esclarecer a autoria, a Polícia analisou mais de mil horas de imagens, ouviu 24 testemunhas e apurou a conduta de oito adolescentes suspeitos. Dados de localização e peças de vestuário registradas nas gravações foram utilizados como elementos de prova. No caso do Cão Caramelo, a Polícia informou que adotou os mesmos critérios técnicos de investigação para apurar os maus-tratos atribuídos aos adolescentes envolvidos.


Após a conclusão dos inquéritos, os procedimentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que a análise dos celulares apreendidos ainda pode reforçar as provas já reunidas ou acrescentar novos elementos aos autos.


A defesa de um dos jovens citados no caso Orelha divulgou nota à imprensa afirmando que as informações tornadas públicas se baseiam em elementos circunstanciais. Os advogados sustentam que ainda não tiveram acesso integral ao inquérito e alertam para riscos de conclusões precipitadas, destacando a necessidade de respeito ao devido processo legal.


Talvez você goste