
O prazo para desincompatibilização de cargos públicos, que se encerra em 4 de abril, movimenta o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cerca de 20 ministros avaliam deixar suas funções para disputar as eleições de outubro, mas ainda enfrentam indefinições sobre candidaturas e alianças políticas.
Um dos cenários mais complexos está em São Paulo, onde o PT lançou Fernando Haddad como pré-candidato ao governo estadual. A ministra Simone Tebet confirmou que deixará o MDB para se filiar ao PSB, visando uma vaga no Senado, enquanto outras lideranças ainda negociam espaço na chapa.
Entre os nomes cotados, o vice-presidente Geraldo Alckmin aparece como opção para o Senado, embora tenha sinalizado preferência por permanecer ao lado de Lula. Já a ministra Marina Silva também é cogitada para a disputa e avalia mudança partidária em meio a divergências internas.
A legislação eleitoral exige que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções até seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro. Diante disso, a tendência é que os ministérios passem por substituições internas para manter o funcionamento da máquina pública.
Nos estados, o cenário segue indefinido. O ministro Alexandre Silveira avalia disputar o Senado em Minas Gerais, enquanto Rodrigo Pacheco ainda não confirmou candidatura ao governo. No Maranhão, André Fufuca também analisa qual cargo deve disputar.



