
Embora a definição dos nomes que irão compor a chapa ao Governo de Pernambuco seja prerrogativa do prefeito do Recife, João Campos, do PSB, o Partido dos Trabalhadores avalia que pode ter papel decisivo no processo eleitoral, sobretudo pelo peso político do presidente Lula. Com esse entendimento, a legenda tem apresentado exigências para a formação da aliança.
Poucos dias após João Campos receber o pré-candidato ao Senado Miguel Coelho, da União Brasil, o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT de Pernambuco realizou seu primeiro encontro e defendeu a participação do partido em uma chapa integralmente alinhada ao projeto político do presidente da República. A posição foi interpretada como um recado direto às articulações em curso.
O posicionamento petista cria obstáculos para a eventual inclusão de Miguel Coelho na chapa majoritária, já que o ex-prefeito de Petrolina tem se apresentado como uma alternativa de perfil mais moderado à direita. Por outro lado, o cenário fortalece o ministro Silvio Costa Filho, apontado como nome de confiança de Lula para a disputa ao Senado.
Dentro do PT, a prioridade para a primeira vaga ao Senado seria a reeleição do senador Humberto Costa, considerada estratégica e inegociável pela legenda. A definição da composição final da chapa dependerá do equilíbrio entre as forças partidárias e das negociações conduzidas ao longo do calendário eleitoral.



