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Regime Maduro liberta presos políticos, mas repressão persiste

Soltura de 87 pessoas na Venezuela é celebrada por familiares, mas ONGs denunciam liberdade limitada e cobram anistia geral

Há 3 horas — Por Robson Júnior

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas - 31/07/2024— Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O governo de Nicolás Maduro libertou, na madrugada desta quinta-feira, 87 pessoas que estavam presas por motivos políticos na Venezuela. A informação foi divulgada pelo Comitê de Mães em Defesa da Verdade, uma das principais organizações que acompanham a situação dos detidos após os protestos contra o resultado oficial das eleições no país.


Segundo a ONG, as liberações ocorreram após outra rodada de solturas registrada no Natal, quando 71 pessoas deixaram a prisão. As famílias afirmam que os avanços são resultado de mais de um ano de mobilização contínua de mães e parentes, que enfrentaram repressão e silenciamento em busca de justiça.


Em publicação nas redes sociais, o Comitê destacou que a conquista foi fruto da luta coletiva e da solidariedade de organizações populares. A entidade afirmou não ter dúvidas de que exigir direitos, mesmo em um contexto de forte adversidade, é o caminho correto para alcançar a liberdade plena dos jovens presos pelo regime.


Apesar do alívio momentâneo, a organização considera a medida insuficiente. De acordo com o Comitê, os libertados seguem sob julgamento e medidas cautelares, o que caracteriza uma liberdade restrita, além de centenas de outras pessoas continuarem detidas de forma arbitrária.


O cenário é confirmado por outras entidades de direitos humanos. O jornal El Nacional lembrou que a ONG Foro Penal contabilizava, até meados de dezembro, 902 presos políticos no país, enquanto a ONG Justiça, Encontro e Perdão apontava mais de mil casos, além de números menores de libertações do que os divulgados oficialmente.


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