Tamandaré Web 100% Jesus

Portal de notícias da Rádio Tamandaré

O plano odontológico do povo de Deus, clique no banner para saber mais informações.

TCU avalia suspensão de inspeção no Banco Central sobre liquidação do Banco Master

Pedido do BC para análise colegiada gera controvérsia e pode adiar apuração durante recesso da Corte de Contas

Há 1 dia — Por Robson Júnior

Imagem sem texto alternativo.
Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, deve suspender a inspeção determinada para apurar os procedimentos adotados pelo Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master. A paralisação tende a valer ao menos durante o recesso do TCU, que segue até o fim do mês, enquanto se analisa o questionamento apresentado pela autoridade monetária.


A controvérsia teve início após o ministro solicitar informações adicionais sobre os fundamentos que embasaram a decisão do Banco Central de encerrar as atividades da instituição financeira. Na segunda-feira, foi formalizado despacho autorizando a inspeção nas dependências do BC, com foco na análise de documentos e relatórios internos relacionados ao caso.


Em resposta, o Banco Central apresentou recurso sustentando que a autorização para a realização de inspeções deve ocorrer por decisão colegiada, conforme previsto no regimento interno do tribunal. Segundo o BC, a competência para avaliar e deliberar sobre a medida caberia à Primeira Câmara do TCU, e não a uma decisão individual.


Diante disso, a autoridade monetária solicitou que a proposta de inspeção seja submetida ao colegiado competente para deliberação formal. O objetivo da apuração é examinar o acompanhamento da situação do Banco Master ao longo do tempo, incluindo alertas, ações de supervisão e alternativas consideradas antes da liquidação, como eventuais soluções de mercado.


A liquidação do Banco Master ocorreu após o avanço das investigações da Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, deflagrou a operação Compliance Zero. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso sob suspeita de fraudes financeiras relacionadas à emissão e comercialização de títulos de crédito irregulares, sendo posteriormente solto. A PF apura transações suspeitas que somam R$ 12,2 bilhões entre o Master e o BRB, negócio que acabou vetado pelo Banco Central.


Ao autorizar inicialmente a inspeção, o presidente do TCU destacou que a Corte de Contas possui competência constitucional para fiscalizar o Banco Central, inclusive quanto à legalidade e à economicidade de seus atos administrativos, preservada a autonomia técnica da autoridade monetária.


Talvez você goste