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Defesa de Bolsonaro pede reavaliação de condenação ao plenário do STF

Advogados solicitam análise de recurso com base em voto divergente de Luiz Fux e pedem absolvição do ex-presidente

Há 20 horas — Por Robson Júnior

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Foto: Redes sociais/Google

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da chamada trama golpista, apresentou nesta segunda-feira, dia 12, um recurso ao Supremo Tribunal Federal solicitando que o caso seja reavaliado pelo plenário da Corte. O processo já foi encerrado no âmbito da Primeira Turma do STF.


No pedido, os advogados ingressaram com um agravo para que o Supremo reconsidere a decisão que rejeitou a análise de um embargo infringente. A defesa sustenta que o mérito das alegações deve ser novamente apreciado, com base no voto divergente apresentado pelo ministro Luiz Fux durante o julgamento.


Segundo os advogados, Fux apontou ausência de provas que comprovem a participação de Bolsonaro em uma suposta organização criminosa. Com isso, a defesa afirma que o voto divergente demonstra fragilidade na condenação e fundamenta o pedido de absolvição do ex-presidente.


Em dezembro, a defesa já havia apresentado embargo infringente com o mesmo objetivo. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o entendimento consolidado do STF permite esse tipo de recurso apenas quando há pelo menos dois votos absolutórios, o que não ocorreu no caso. Moraes também classificou o pedido como inadmissível e de caráter protelatório, destacando que essa interpretação é pacífica na Corte há mais de sete anos.


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