
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal por 16 votos a 11, no placar mais apertado entre os indicados recentes à Corte. Apesar do avanço na CCJ, o advogado-geral da União não conseguiu confirmar sua nomeação no plenário do Senado, onde obteve 39 votos favoráveis e 42 contrários, ficando abaixo do mínimo de 41 apoios exigidos para aprovação.
O resultado marcou uma derrota política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia intensificado articulações nas últimas semanas para consolidar apoio ao nome de Messias. Desde a formalização da indicação, o escolhido percorreu gabinetes e ampliou negociações para tentar reduzir resistências entre senadores, em meio a um cenário de forte polarização política.
Na comparação com sabatinas recentes, Messias já havia registrado desempenho inferior na CCJ. Flávio Dino foi aprovado por 17 votos a 10, Cristiano Zanin por 21 a 5, André Mendonça por 18 a 9 e Nunes Marques por 22 a 5. Em indicações anteriores, nomes como Luiz Fux e Cármen Lúcia passaram por unanimidade, refletindo cenários políticos menos tensionados que o atual.
A votação no Senado ocorre de forma secreta tanto na CCJ quanto no plenário, permitindo apenas a divulgação do placar final. Com a rejeição, a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso permanece sem novo ocupante, e o Palácio do Planalto deverá apresentar outro nome para apreciação da Casa.



