
Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal tem manifestado desconforto com a forma como o ministro Dias Toffoli vem conduzindo as investigações relacionadas às fraudes envolvendo o Banco Master. As críticas internas dizem respeito a decisões e circunstâncias que, na avaliação de integrantes da Corte, geraram questionamentos sobre a condução do processo.
Entre os pontos citados está a determinação para que evidências fossem lacradas para análise posterior, medida que, segundo relatos, teria limitado a atuação da Polícia Federal. A decisão foi recebida com ressalvas por ministros que acompanham o caso, por entenderem que pode impactar o andamento das apurações.
Outro fator que causou incômodo foi a informação de que irmãos de Dias Toffoli participaram da venda de um resort a pessoas investigadas no mesmo caso. A situação foi mencionada internamente como elemento que contribuiu para o ambiente de desconforto em torno da condução do processo.
Também foi citado um voo particular realizado pelo ministro ao lado do empresário Luiz Oswaldo Pastore e do advogado do Banco Master, Augusto de Arruda Botelho. Apesar das críticas, ministros do Supremo afirmaram ao jornal O Estado de S. Paulo que consideram pouco provável um eventual afastamento de Dias Toffoli da relatoria ou da condução do caso.



