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Negativos históricos retornam ao Museu Nacional após mais de um século

Material preservado pela Biblioteca Nacional reúne registros científicos e culturais raros e reforça reconstrução da memória institucional após incêndio de 2018.

Há 17 horas — Por Robson Júnior

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Foto: Divulgação

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recebeu de volta um importante conjunto de negativos fotográficos em vidro que permaneceu por mais de 100 anos sob guarda da Fundação Biblioteca Nacional. Utilizadas pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto em conferência realizada em 1913, as peças agora retornam ao acervo da instituição como documentos históricos de grande valor científico, cultural e institucional.


Ao todo, o conjunto é formado por oito negativos em vidro e uma lanterna slide, com imagens relacionadas a povos indígenas, biodiversidade e pesquisas científicas realizadas no Brasil. Entre os registros estão referências a culturas indígenas, expedições científicas e exemplares naturais, compondo fragmentos raros da trajetória da ciência brasileira e da história do próprio Museu Nacional.


A devolução representa um marco simbólico para o processo de recomposição do acervo do museu, profundamente afetado pelo incêndio de 2018. Os itens passam a integrar a Seção de Memória e Arquivo (Semear) e fortalecem tanto a preservação da memória científica quanto futuras pesquisas acadêmicas. Especialistas destacam que cada peça resgata parte da história institucional perdida, conectando o presente a importantes registros de produção científica e intercâmbio cultural.


Segundo a direção do Museu Nacional, a restituição reforça a importância da cooperação entre instituições na preservação do patrimônio histórico brasileiro, simbolizando esforço coletivo para reconstrução de acervos fundamentais à ciência, à cultura e à memória nacional.


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