
A prisão preventiva do ex-assessor da Presidência da República Filipe Martins, determinada nesta sexta-feira, elevou para 14 o número de condenados pela trama golpista que estão detidos em alguma instituição do Estado. Ao todo, 29 pessoas já foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal, das quais 23 se encontram privadas de liberdade.
Filipe Martins foi preso em sua residência, em Ponta Grossa, no Paraná, onde cumpria prisão domiciliar, e encaminhado a um presídio da região. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que considerou necessário o endurecimento da medida cautelar diante do contexto do processo.
A Primeira Turma do Supremo concluiu no dia 16 os julgamentos do chamado “núcleo de gerência” da tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022. Martins e outros quatro réus foram condenados nessa fase final, encerrando um ciclo de julgamentos que, entre setembro e dezembro, resultou na condenação de 29 dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República.
A prisão preventiva de Filipe Martins foi decretada no último dia 27. Na mesma decisão, o STF impôs prisão domiciliar a dez condenados que aguardavam o julgamento em liberdade, com o objetivo de evitar novas tentativas de fuga, como a registrada no caso do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.
Com a nova prisão, permanecem sob custódia do Estado integrantes de diferentes núcleos da organização golpista, incluindo militares, ex-ministros e agentes das forças de segurança. O avanço das prisões reforça a atuação do Supremo na responsabilização dos envolvidos na tentativa de ruptura institucional.




