
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, liberou para julgamento uma ação penal que envolve os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa. Eles são acusados de participação em um esquema de cobrança de propina relacionada à liberação de emendas parlamentares. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que o grupo teria exigido a quantia de R$ 1,66 milhão para desbloquear R$ 6,67 milhões destinados ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.
A investigação do caso teve início após o então prefeito do município realizar uma denúncia formal. Ele relatou ter sofrido ameaças e intensas pressões por parte do grupo de parlamentares, que, segundo a acusação, atuava em colaboração com lobistas e um agiota. O objetivo de tal esquema seria desviar recursos públicos. O inquérito que apurou o caso reuniu evidências substanciais para sustentar a denúncia, incluindo mensagens de texto e depoimentos de testemunhas que confirmam as práticas ilícitas.
Os elementos coletados durante a investigação apontam que o esquema criminoso envolveria o pedido de um percentual fixo sobre o valor total das emendas. Especificamente, o grupo exigiria 25% do montante liberado para o município. A denúncia da PGR detalha como a operação de desvio de recursos era articulada entre os parlamentares e outros agentes externos, visando lucrar com verbas que deveriam ser aplicadas em benefício da população de São José de Ribamar.
Diante do avanço do processo, as defesas dos parlamentares negam veementemente todas as irregularidades e solicitam a absolvição de seus clientes. Por sua vez, o ministro Cristiano Zanin encaminhou o processo ao ministro Flávio Dino, que preside a Primeira Turma do STF, solicitando que seja marcada a data para o julgamento. A decisão do colegiado é crucial, pois poderá resultar na condenação ou absolvição dos deputados federais.



